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Há um ano, na III SteamCon , em Paranapiacaba, eu lançava Le Chevalier e a Exposição Universal, um romance de aventura e espionagem steampunk que se passa na França do final do século XIX. De lá para cá, muita coisa mudou.

O livro foi, pouco a pouco, conquistando seu espaço nas livrarias e nas estandes dos leitores. O universo se expandiu com alguns contos (Le Chevalier e o Pêndulo da Morte e Persa e As Três Sementes de Tâmaras, gratuitos e disponíveis em todas as plataformas) e avançamos para a trasmídia, atravessando a barreira do texto e alcançando os quadrinhos. Em breve, duas histórias em quadrinhos do universo Le Chevalier serão publicadas: Le Chevalier e a Besta de Notre Dame e Le Chevalier contra o Dínamo Voltaico.

Mas uma coisa não se alterou: a necessidade de escrever sobre este universo fascinante. A concepção de um universo alternativo, como era a proposta do Le Chevalier, onde a França, e não a Inglaterra, havia se tornado o motor da revolução industrial, é um exercício ímpar para um escritor. Mesmo estabelecendo poucas transformações básicas (a inserção de Júlio Verne como principal engenheiro do império, os drozdes – que fizeram bastante sucesso entre os leitores, o grande terremoto – que alterou a geografia de Paris), é necessário recriar todo o contexto europeu e mundial sobre estas perspectivas. Quem é aliado de quem? Quem são os inimigos da França? Quem são os espiões que compõem esta trama?

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São estas as verdadeiras motivações para quem quer construir um mundo alternativo – worldbuilding. No amálgama que construí para Le Chevalier, personagens reais e literários se misturavam às minhas próprias criações, moldando uma França rica de personalidades inesquecíveis: Napoleão Bonaparte III (imperador da França), Júlio Verne (escritor, transformado em engenheiro), Persa (personagem de Gaston Leroux – O Fantasma da Ópera – transformado em um legionário, o principal amigo de Le Chevalier), Trajano de Carvalho (considerado o primeiro espião brasileiro), Martinville (inventor do phonautographo)… Além da minhas próprias criações: Le Chevalier, Juliette, Alexandra, o Acrobata…

Entre saltos rocambolescos, perseguições alucinantes, lançadores de dardos a vapor, máquinas terríveis e assassinos brutais, Le Chevalier atravessou este primeiro ano de vento em popa, alcançando lugares nunca antes vistos. E só podemos agradecer a vocês, meus caros leitores e leitoras, por este sucesso. Que a SteamCon deste ano seja tão proveitosa quanto as anteriores e que os vapores de Paranapiacaba inspirem os que lá estiverem.

Fogo na Caldeira!

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