O tema da Steamcon esse ano é o sobrenatural no steampunk e no século XIX, e por isso planejamos algumas postagens que podem servir como inspiração para que se preparem para o evento, tanto para montarem seus visuais, como para entrarem no clima do tema escolhido.

O sobrenatural no final do século XIX e início do século XX também estava espalhado por toda a ficção. Romances com toques do outro mundo eram comuns, de fantasmas a vampiros, passando por mansões sinistras e múmias. Quando o cinema surgiu as adaptações de tais histórias se tornaram inevitáveis, e não pararam desde então.

E após as sugestões para inspirações históricas, essa postagem é para mostrar algumas REFERÊNCIAS DE LIVROS, FILMES, E SÉRIES que podem ser usadas como inspiração (como o objetivo é ser referência visual, foram incluídos mais das duas ultimas categorias) cada imagem tem um texto acompanhando na descrição, não se esqueça de curtir e comentar com as suas ideias!

A Volta do Parafuso, de Henry James é provavelmente uma das mais conhecidas histórias de casarões assombrados (ou talvez não-assombrados, isso depende da sua interpretação da história), e que foi adaptado diversas vezes para o cinema como “Os Inocentes” de 1961, e para a TV, como na minissérie da BBC de 2009.

A Mulher de Preto, de Susan Hill, que foi adaptado para o cinema pela ultima vez em 2012

A Colina Escarlate, de Guillermo Del Toro não foi adaptado de nenhum romance, mas tira sua inspiração dos diversos romances góticos do século XIX, unindo romances trágicos e espíritos.

Dracula, de Bram Stoker. O livro que moldou a visão ocidental sobre vampiros mostra um cenário que se encaixa muito bem com a Steamcon desse ano. Temos um grupo de pessoas comuns do passado se deparando com uma ameaça sobrenatural, e tendo de aprender sobre ela para impedir seus planos.

Dracula é a obra que mais foi adaptada para o cinema, e como sugestões aqui temos o Dracula de 1932, dirigido por Tod Browning e estrelando Bela Lugosi, e a versão mais romântica dirigida por Francis Ford Coppola em 1992, com Winona Ryder e Gary Oldman.

Também deixo um favorito meu “A Sombra do Vampiro”, que imagina o que aconteceria se o diretor F.W. Murnau tivesse conseguido um vampiro real para gravar sua famosa adaptação de Dracula, “Nosferatu”. Estrelando Willem DaFoe e John Malkovich.

(a série de TV “Dracula”, com Jonathan Rhys-Meyer também pode ser interessante de se conferir, mas eu tenho de avisar que ela não é exatamente boa. Mesmo assim ela tem conceitos interessantes, como Drácula fingindo ser um empresário, e investindo em pesquisas sobre energia elétrica)

No século XIX o Egito fascinava a mente de todos. A descoberta dos locais de descanso dos antigos faraós, com todos os seus tesouros encheu museus e bolsos por todo o mundo. Uma nova disciplina surge para tal estudo, a “Egiptologia”, múmias são desenroladas em eventos de gala, livros são escritos, e é claro, lendas surgem.

Com toda a riqueza saqueada das tumbas e relíquias tiradas de seu lugar legítimo pelo imperialismo, uma curiosa tendência dá as caras: histórias onde múmias retornavam do além para exercer vingança contra aqueles que profanaram seu descanso.

Em “A Joia das Sete Estrelas” (de Bram Stoker) conta uma história pouco convencional envolvendo maldições vindas do Egito.
“A Múmia”, estrelando Boris Karloff, ou também pode ser uma boa fonte de inspiração, ou se preferir algo com mais aventura, a versão de 1999, com Rachel Weisz e Brendan Fraser.

Minha sugestão extra aqui é o filme “As Múmias do Faraó – Uma Aventura Extraordinária de Adele Blanc-Sec”, dirigido por Luc Besson e baseado nos quadrinhos de Jacques Tardi.

Se a sua ideia é ser um caçador de lobisomens, você pode assistir “O Lobisomem” de 1941, com Lon Chaney Jr., ou o remake de 2010, com Benicio Del Toro, Anthony Hopkins e Emily Blunt.

“Lobisomen: A besta entre nós”, um filme de 2012 que embora não seja necessariamente bom, entretêm e mostra muito bem uma equipe de caçadores de lobisomens no século XIX.

Mas vale sempre lembrar que os lobisomens daqui não são como os de lá, e bala de prata não funciona contra eles.

Existem é claro obras que misturam as diversas obras e ícones do sobrenatural literário vitoriano, como Drácula, o Monstro de Frankenstein, incluindo o lobisomem e outras figuras recorrentes do horror gótico.

Essa mistura pode ser clássica, como no filme da Universal “House of Frankenstein”, bem intencionada, mas não exatamente bem sucedida, como no filme “Van Helsing”, ou muito bem sucedida, mas terminando cedo demais, como a série de TV “Penny Dreadful”.

E existem os investigadores do sobrenatural.

A série do History Channel “Houdini”, com Adrien Brody, conta a vida do ilusionista e artista das escapadas, incluindo sua carreira desmascarando falsos paranormais.

A série de TV “Houdini & Doyle” também explora esse lado cético de Harry Houdini, mas o coloca em uma parceria com seu amigo Conan Doyle, que acreditava no espiritualismo, criando uma ótima dinâmica enquanto ambos investigam casos supostamente paranormais.

A Minissérie “Harry Price – Ghost Hunter” conta um caso levemente romanceado da vida do famoso investigador sobrenatural Harry Price, que usava métodos tecnológicos para investigar casos sobrenaturais, assombrações e coisas do tipo, fosse para desmascarar farsas, ou para confirmar sua existência.

E uma ultima sugestão minha são as histórias do detetive Carnacki, de William Hope Hodgson. Carnacki era um investigador particular, tal qual Sherlock Holmes, mas que geralmente era chamado para investigar casos grotescos e fantasmagóricos. As vezes os casos se revelavam como sendo fraudes, mas as vezes coisas inexplicáveis ocorriam, e Carnacki tinha de aplicar sua lógica para lidar com fantasmas, aparições e demônios, as vezes fazendo uso de uma mistura de ciência e ocultismo.

Write a comment:

You must be logged in to post a comment.

SteamCon · copyright © 2016 · dotweb

Follow us: